quinta-feira, 16 de agosto de 2012

MENSAGEM AOS CONSAGRADOS E ÀS CONSAGRADAS DO BRASIL


CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL


Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada



Brasília, 06 de agosto de 2012
MOVC –C- Nº 0755/12

MENSAGEM AOS CONSAGRADOS E ÀS CONSAGRADAS DO BRASIL

Amados, amadas de Deus, Irmãos e Irmãs de Vida Consagrada,

Tenho Sede!

Nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora na Igreja no Brasil 2011 – 2015 encontramos o seguinte texto: “para uma Igreja comunidade de comunidades, é imprescindível o empenho por uma efetiva participação de todos nos destinos da comunidade, pela diversidade de carismas, serviços e ministérios. Para isso, faz-se necessário promover: (...) o carisma da vida consagrada, em suas dimensões apostólica e contemplativa, presente em fronteiras missionárias; inserida junto aos pobres; atuante no mundo da educação, da saúde, da ação social; orante em mosteiros e carmelos, comprometida a evangelizar por sua vida e missão” (DGAE 104,b).
Quando aprovamos este texto, lembramo-nos muito de vocês. E hoje, nós que fazemos a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada - PV-SAV, OSIB, CNP, CND, CRB, CNIS e SBE -, queremos unir-nos a vocês na comemoração do dia do consagrado e da consagrada, marcado na grade do mês vocacional, no dia 19 de agosto.
É nossa missão apoiar, promover, valorizar, cultivar, cuidar e animar os carismas e mistérios na Igreja, sobretudo os das pessoas de vida consagrada. A vida consagrada é comunhão, vista à luz da Santíssima Trindade. Comunhão em Deus é abertura e pericorese: o Pai está todo para o Filho; o Pai e o Filho estão todo para o Espírito Santo; e o Espírito, Senhor que dá a vida, procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Esta abertura de uma pessoa divina a outra é o espelho da comunhão de vocês na vida consagrada. A confraternidade na vida consagrada é o espaço humano, habitado pela Santíssima Trindade. A vida consagrada é, portanto, um dos rastos concretos que a Trindade deixa na história para que os seres humanos possam sentir o encanto e a saudade da beleza divina.
Vocês, amados, amadas de Deus, fazem parte da melhor e da mais perfeita forma de rede de comunidades; e também pelos carismas, apostólicos e contemplativos, vocês vivem a plenitude e a absoluta pertença a Deus, na ação e na oração. Portanto, caros e caras, permitam-nos escolher entre tantos, com o perigo que comporta qualquer escolha, os dez sinais que, a nosso parecer, melhor se adaptam ao estilo de vida que vocês levam e que mais chamam a nossa atenção, nesta homenagem que fazemos a vocês:
01. Ficamos felizes por vocês nos ensinarem a viver a leveza das nossas pesadas e letárgicas instituições eclesiais. Ensinem-nos a aliviar os pesados fardos das nossas Igrejas.
02. Agradecemos a vocês apostarem no valor da profecia e na força do profetismo, hoje bastante escasseados, até a entrega da vida no martírio. Que o testemunho de vocês ajude a nossa Igreja a redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha e o dom da vida.
03. Somos gratos a vocês por viverem o dom da virgindade consagrada, através de corações indivisos, em meio a uma sociedade erotizada. Que vocês consigam quebrar as barreiras do erotismo, do egoísmo e do individualismo, tão presentes na sociedade atual, assumindo um novo e diferenciado modo de vida, pela prática da castidade para servir, mais de perto, ao Cristo Senhor, e testemunhar que somos cidadãos e cidadãs do infinito.
04. Bendizemos a Deus por nos revelar em vocês o rosto materno de Deus e da Igreja, no cuidado dos mais pequeninos, dos restos, dos sobrantes e dos últimos. Que todos vocês, consagrados e consagradas de vida apostólica, monástica ou contemplativa, e membros dos Institutos Seculares, assumem o compromisso de dedicar a vida ao serviço do Reino de Deus, servindo aos irmãos na prática da misericórdia e da solidariedade, na luta pela justiça e na vivência do amor fraterno.
05. Louvamos pelos votos públicos de pobreza, obediência e castidade, e pela visibilidade da vivência radical destes conselhos evangélicos. Que a vida e as suas ações pastorais façam transparecer, com um sorriso no canto da boca, o rosto materno de Deus, especialmente para com os pobres, excluídos e marginalizados da sociedade.
06. Agradecemos a vocês a mística de paixão pelo Reino, em tempos complexos. Vivemos num mundo agitado e superficial. E que, neste contexto, vocês, consagrados e consagradas, cultivem a oração interior através da leitura orante da Palavra de Deus.
07. Somos profundamente gratos a vocês pela compaixão para com os pobres e pelo alegre testemunho de que somente Deus basta para dar sentido à vida e preenchê-la de alegria e de significado. É esta paixão pelo Reino que permite a vocês ouvirem a voz de Deus, deixando-O falar em todos os recantos da existência.
08. Obrigado por vocês apostarem no discipulado missionário, indo além do mundo que nos rodeia, para além das fronteiras da fé. A missionariedade está escrita no coração mesmo de toda a forma de vida consagrada. Vocês de vida consagrada são missionárias por excelência. E, por isto, devem ajudar-nos a crescer na consciência e na cooperação missionárias. E que este estilo de vida deixe transparecer a presença e a pertença ao Deus vivo, mesmo que, muitas vezes, de formas silenciosas.
09. Louvamos e agradecemos os projetos comuns, parcerias, partilhas e socialização dos dons e dos bens, em vista da missão e da evangelização. Que vocês ajudem a Igreja a manter aceso o fogo e o ardor missionários. E que vocês cultivem, cada vez mais, o amor a Jesus, apaixonados por Ele, fortalecidos pelos sagrados alimentos da eucaristia e do Evangelho da vida.
10. Enfim, profundamente agradecidos por vocês serem o que são, independentemente do que vocês fazem. Agradecemos igualmente a vocês o dom da vida doada e consagrada, com os olhos fixos em Jesus Cristo. Que vocês nos ajudem a crer que nossa pátria é o céu e que, portanto, ninguém viva, aqui na terra, como se aqui tivesse morada permanente.
Que o Divino Espírito Santo, doador dos dons e carismas e mantenedor dos serviços e ministérios, continue soprando novos e fortes ventos para despertar e suscitar novas, boas e santas vocações à vida consagrada, para o bem da Igreja e da humanidade.
Deus abençoe a vocês todos e todas, derramando chuvas de vida e de graça e fecundando os jardins de suas existências.

“Amo a todos vocês no Cristo Jesus” (1Cor 16,24).
Com minha bênção,

Dom Pedro Brito Guimarães,
Arcebispo de Palmas e
Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Santa Ana - 26 de Julho

Imagem da Igreja Santa Ana - Pitanga, PR

Santa Ana
26 de Julho

Dom Frei Wilmar Santin, O.Carm.

Várias vezes a Bíblia cita o nome de Maria, a mãe de Jesus. Ela teve um pai e uma mãe, mesmo que a Bíblia não cite os seus nomes. O que sabemos deles provém da tradição. Esta nos informa que os pais da Jovem de Nazaré foram Joaquim e Ana. A festa deles é celebrada no dia 26 de Julho. Na Bíblia aparecem três mulheres importantes com o nome de Ana: a mãe de Samuel (1Sm 1,20), a mãe de Tobias (Tb 1,9), e a profetisa Ana, que encontrou Jesus no dia de sua apresentação no templo (Lc 2,36-38).

Os nomes de Joaquim e Ana, como pais de Nossa Senhora, aparecem já no século II no Proto-evangelho de São Tiago. Mas o culto desses dois santos começou a se desenvolver a partir do século VI no Oriente e no século seguinte no Ocidente. Sua festa só foi introduzida no calendário litúrgico no século XVI.
Segundo os evangelhos apócrifos, Ana era filha de um judeu nômade chamado Akar, da tribo de Levi, e de Santa Emerenciana. O casal Akar e Emerenciana teve além de Ana outra filha: Santa Esméria, mãe de Santa Isabel e avó de João Batista. Por isso Maria e Isabel eram primas (Lc 1,36). José de Arimatéia era seu tio materno. 
Uma tradição carmelitana afirma: “A três eremitas do Carmelo foi manifestado o significado da expressão ‘broto do tronco de Jessé’ (cf. Is 11,1-2): de Santa Emerenciana nascerão Santa Ana, mãe da Virgem Maria – da qual nascerá o Salvador, e Santa Esméria, mãe de Santa Isabel - da qual nascerá João Batista” (cf. P. Dorlandus. De vita S. Annae). 
Ana casou-se com Joaquim, que era da estirpe de Davi. Foram morar em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda (Jo 5), onde hoje se ergue a Basílica de Sant’Ana
Uma tradição atesta que Joaquim, nascido em Nazaré, era um homem muito virtuoso e rico. Durante muitos anos, Joaquim e Ana foram publicamente debochados por não terem filhos. É bom lembrar que, na época o não ter filhos era considerado uma punição de Deus. Em certa ocasião Joaquim foi humilhado no templo pelo sacerdote Ruben que recusou a oferta dele. O sacerdote ainda jogou em sua cara que ele era um amaldiçoado por Deus e lhe disse: “Você não tem o direito de ofertar, porque não gerou um filho sequer!” A reação de Joaquim foi ir para o deserto, jejuar e rezar durante 40 dias.


Retiro de São Joaquim entre os Pastores - Giotto

Ana ficou em Jerusalém chorando. Não deixou de rezar e pedir a Deus a graça de ter um filho. Certo dia, enquanto Ana rezava, apareceu um anjo e disse-lhe que Deus tinha atendido as suas preces. O anjo também pediu para que ela fosse encontrar o seu marido que, em obediência a outro anjo, estava retornando para casa. Eles se encontraram, segundo a tradição, na chamada Porta Áurea. Na ocasião Ana prometeu que consagraria a Deus a criança que nascesse de seu seio. Aos 40 anos de idade, Santa Ana concebeu e deu à luz a uma menina, que recebeu o nome de Maria. Ana cumpriu a sua promessa e ofereceu Maria a serviço de Deus, no templo, quando ela tinha 3 anos.
De acordo com uma tradição Ana e Joaquim viveram o tempo suficiente para ver o nascimento de Jesus. Joaquim morreu logo após ver o seu Divino neto Jesus, quando este foi apresentado no templo de Jerusalém.
 No entanto outra tradição conta que ele morreu bem antes do nascimento de Jesus. Uma terceira tradição conta que Ana faleceu antes do casamento de Maria e foi sepultada em Jerusalém ao lado de seu esposo.
          Um documento armênio do século XIII relata que Joaquim e Ana eram pessoas justas e puras, conduzindo uma vida piedosa, irrepreensível e imune à calúnia. Destaca que perseveravam na oração, no jejum e na abstinência, e que constituíram uma família profundamente dedicada ao templo, marcada pela caridade, pelo trabalho incansável e, como consequência, pela prosperidade. Segundo esse mesmo documento, Joaquim e Ana dividiam seus rendimentos anuais em três partes: a primeira era destinada ao Templo e ao sustento dos sacerdotes; a segunda, aos pobres; e a terceira, ao próprio sustento. Santo Inácio de Loyola, na sétima regra sobre o Ministério de Distribuir Esmolas, recorda esse exemplo ao mencionar “São Joaquim e Santa Ana, que dividiam os seus bens em três partes: a primeira davam aos pobres, a segunda ao ministério e ao serviço do templo, e tomavam a terceira para sustento de si mesmos e de sua família” [EE nº 344].
O grande teólogo São João Damasceno apresentava Joaquim e Ana como modelos de pais e esposos cujo principal dever era educar seus filhos.
Mas também podemos vê-los como modelo de fidelidade e confiança em Deus, como modelo de pessoas que rezam e colocam suas vidas nas mãos de Deus.
Santa Ana é invocada como protetora das mães e das mulheres que estão para dar a luz.
Em alguns países as mulheres, que tem dificuldade para engravidar, fazem novenas a Santa Ana para conseguirem ter filhos.

Desenvolvimento da devoção

O culto litúrgico de Santa Ana apareceu no sexto século no Oriente e no século seguinte no Ocidente. O imperador Justiniano construiu, em Constantinopla, uma igreja em honra de Santa Ana em torno do ano 550. Seu corpo foi trasladado da Palestina para Constantinopla em 710. Algumas de suas relíquias estão dispersas no Ocidente, como em Duren (Rheinland-Alemanha), em Apt-en-Provence, (França) e Canterbury (Inglaterra).

No século X a festa da concepção de Santa Ana era celebrada em Nápoles e se espalhou para Canterbury pelo ano 1.100 d.C. O Papa Urbano VI com a bula Splendor aeternae gloriae, em 21 de junho de 1378, permitiu o culto na Inglaterra
O livro Tractatus de laudibus sanctissimae Annae de João Trithemius (Mainz 1494) contribuiu muito para aumentar a Veneração a Santa Ana.
No norte da Europa, onde o culto de Ana atingiu a máxima difusão nos séculos XIV e XV, foi muito usada a água de Santa Ana para tratar febres e tumores. A ela foi consagrada a terça-feira, o dia da semana em que, segundo a tradição, nasceu e morreu.
Santa Ana era particularmente invocada pelas parturientes e pelas mulheres que queriam engravidar. Muitas bordadeiras e lavadeiras honravam Santa Ana não trabalhando no dia de sua festa, porque, segundo a tradição, a própria Santa Ana foi bordadeira e lavadeira.
A mãe de Maria também foi escolhida como a padroeira de várias categorias de trabalhadores, como ourives, carpinteiros, marceneiros, mineradores. Na Alemanha muitos centros de mineração eram chamados de Annberg = Monte de Ana.
O culto a Santa Ana chegou a ser atacado por Martinho Lutero, especialmente as imagens com Jesus e Maria, um aspecto favorito dos pintores da Renascença. Apesar dos ataques de Lutero, a devoção a Santa Ana continuou crescendo e por isso a Santa Sé estendeu a sua festa para toda a Igreja em 1584.
É desta época também a construção da Igreja Santa Ana no Vaticano. A Arquiconfraria “dei Palafrenieri” (encarregados de cuidar da cavalaria), instituída em 1378, tomou como padroeira Santa Ana. Em 1565 recebeu a licença de construir uma própria igreja no Vaticano. Encarregou o arquiteto Giacomo Barozzi detto Vignola para fazer o projeto e construir a igreja. Foi inaugurada em 1583. Em 30 de maio de 1929 o Papa Pio XI instituiu a Paróquia Santa Ana no Vaticano e a confiou aos padres agostinianos.
Pontifícia Paróquia de Sant'Ana no Vaticano

Em Roma, no largo Venosta, no início da via in Selci, há uma igreja copta dedicada a São Joaquim e Santa Ana. Sua construção foi iniciada em 1589. 
Os Carmelitas celebram com especial devoção os seus santos e buscam neles a expressão mais viva e genuína do carisma e da espiritualidade da Ordem. Por isso, celebram com particular solenidade a festa dos protetores da Ordem, São Joaquim e Santa Ana, juntamente com São José.

Uma aparição de Santa Ana na França, em 1625, nas cercanias do povoado de Auray, muito colaborou para o aumento da devoção. O Papa São João Paulo II mencionou esta aparição durante a missa celebrada na Basílica de Santa Ana em Auray. Disse o Papa: “Dirigimo-nos a Santa Ana que apareceu a Yves Nicolazic nesta aldeia onde, com a sua esposa Guillemette, formou um casal cristão estimado por todos: «Yves Nicolazic, não tenhas medo. Eu sou Ana, a mãe de Maria. Deus quer que eu seja honrada neste lugar». Na ocasião Santa Ana pediu para que fosse construída ali uma igreja dedicada a ela. Assim se fez e milhares de peregrinos anualmente passaram a visitar o santuário da avó de Jesus na Bretanha. A visita de João Paulo II (1996) motivou um grande aumento de peregrinos ao santuário.

       O primeiro santo canonizado nascido no Brasil, Frei Galvão, incluiu Sant’Ana em seu nome quando iniciou o noviciado em 1760, porque Sant’Ana era “a avó de Jesus e padroeira de sua família” (GALVÃO Edson. História Ilustrada de Santo Frei Galvão, Guaratinguetá: 2011). Assim passou a se chamar Frei Antonio de Sant’Ana Galvão.
   Na Alemanha, os soldados de Schönbrunn (Burgebrach), como agradecimento por terem voltado vivos da Segunda Grande Guerra, construíram uma capela dedicada a Santa Ana no Naturpark Steigerwald, Schönbrunn - Região Burgebrach.


Capela de Santa Ana no Naturpark Steigerwald, Schönbrunn

"Uma segunda indicação de reflexão vem-me da hodierna memória dos Santos Joaquim e Ana, pais de Nossa Senhora e, portanto, avós de Jesus. Esta celebração faz pensar no tema da educação, que ocupa um lugar importante na pastoral da Igreja. Em particular, convida-nos a rezar pelos avós, que na família são os depositários e muitas vezes as testemunhas dos valores fundamentais da vida. A tarefa educativa dos avós é sempre muito importante, e torna-se ainda mais quando, por diversos motivos, os pais não são capazes de assegurar uma presença adequada ao lado dos filhos, na idade do crescimento. Confio à salvaguarda de Santa Ana e de São Joaquim todos os avós do mundo, concedendo-lhes uma bênção especial. A Virgem Maria, — que segundo uma bonita iconografia — aprendeu a ler as Sagradas Escrituras no colo da mãe Ana, os ajude a alimentar sempre a fé e a esperança nas fontes da Palavra de Deus" (Bento XVI, Angelus, 26 de julho de 2009).

Papa Francisco, em sua vista ao Canadá (julho de 2022), fez questão de visitar a Basílica de Santa Ana em Quebec e ali celebrar uma missa. Esta basílica é o lugar mais antigo de peregrinação da América do Norte. É um dos principais locais religiosos do Canadá, tanto é que recebe mais de meio milhão de peregrinos anualmente. A Igreja Católica já reconheceu muitos milagres de curas de doenças neste santuário. Santa Ana é a padroeira do Quebec.
Papa Francisco em sua visita à Basílica de Santa Ana - Quebec, 28/07/22


CURIOSIDADES

No Brasil Santa Ana é Padroeira de:
-       2 Arquidioceses: Botucatu e Feira de Santana;
-       7 Dioceses: Caicó, Coari, Goiás, Itapeva, Óbidos, Serrinha e Tianguá;
-       Prelazia: Itaituba;
-       16 catedrais: Barra do Piraí, Botucatu, Caetité, Caicó, Coari, Feita de Santana, Goiás, Iguatu, Itaituba, Itapeva, Mogi das Cruzes, Óbidos, Ponta Grossa, Serrinha, Tianguá e Uruguaiana, além de inúmeras paróquias e capelas.
-       1 Estado: Goiás;
-        e muitas cidades, com destaque para Barra do Piraí, Botucatu, Caetité, Caicó, Coari, Feita de Santana, Goiás, Iguatu, Itaituba, Itapeva, Itaúna (MG), Mogi das Cruzes, Óbidos, Ponta Grossa, Serrinha, Tianguá e Uruguaiana.
-   Não se pode esquecer que também numerosas vilas e bairros levam o nome de Santana, como em São Paulo, onde inclusive há uma estação do metrô.
-  A Arquidiocese do Rio de Janeiro tem como padroeiro principal São Sebastião, mas Sant’Ana é co-padroeira. 

Santana foi uma das 15 capitanias hereditárias do Brasil. Estabelecida em 1534, tinha como donatário Pero Lopez de Sousa. Era a última das capitanias ao Sul. Começava na atual ilha do Mel e ia até Laguna, SC, uma extensão de 40 léguas.

Em Ponta Grossa, PR, há um colégio e faculdade com o nome de Sant'Ana. Estas instituições de ensino são administradas pelas irmãs Congregação Missionárias Servas do Espírito Santo, fundada por Santo Arnaldo Janssen SVD. O colégio foi fundado em 1934.

Há muitas localidades com o nome de Santa Ana (Sant’Ana ou Santana), como por exemplo: Santana do Tapará, um distrito portuário de Santarém, PA. Ali começa a rodovia PA-255, mais conhecida por Santarém-Monte Alegre.

No município de Nobres, MT, encontra-se a Terra Indígena Santana habitada por indígenas Bakairi. Esta TI foi homologada em 14 de setembro de 1989.

Estátua de Sant’Ana, esculpidas em granito pelo escultor Humberto Cozzo - Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro



Catedral de Sant'Ana - Itaituba, PA


Oração a São Joaquim e Sant'Ana

  Ó Beatíssimos pais da Mãe de Deus, S. Joaquim e Sant’Ana, nós vos saudámos e bendizemos com devoção e amor. Alegramo-nos de todo o coração pela vossa glória e por aquele sublime privilégio pela qual Deus vos escolheu para serdes os pais da Mãe de Deus, Maria Santíssima. Rogai por nós a Jesus e a Maria para que nós os agrademos em tudo. Tende piedade de nós como os pais têm de seus filhos. Nós vos pedimos do fundo do coração para que intercedeis ao vosso divino Neto para que nos ajude na nossa caminhada e ilumine os nossos espíritos. Sede nossos consoladores na vida e na morte. Assisti-nos na nossa última agonia, para que dignamente recebamos os santos sacramentos da Igreja e, partindo deste mundo com o coração contrito, possamos chegar ao céu.



Ladainha de Senhora Sant 'Ana

(Diocese de Serrinha, BA)

 

Kyrie Eleison

Christe Eleison

Kyrie Eleison

Jesus Cristo, ouvi-nos

Jesus Cristo, atendei-nos

- Deus Pai do céu, tende piedade de nós

- Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós

- Deus. Espírito Santo, tende piedade de nós

- Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós

- Santana esposa de São Joaquim, intercedei

- Santana Mãe de Maria nossa luz, intercedei

- Sogra de José o sacrossanto, intercedei

- Avó do Redentor, intercedei

- Santana concerto do Senhor, intercedei

- Santana rainha de Jessé, intercedei

- Santana cheia de bondade, intercedei

- Mãe da fé e do amor, intercedei

- Nascida do sangue real, intercedei

- Santana flor dos Patriarcas, intercedei

- Mãe de todos os profetas, intercedei

- Mestra do amor maternal, intercedei

- Mãe do povo aqui presente, intercedei

- Nossa excelsa Padroeira, intercedei

- És Senhora dos montes, intercedei

- Nossa mãe e companheira, intercedei

- És a mãe animadora, intercedei

- Nossa fiel intercessora, intercedei

- Conduza nossas comunidades, intercedei

- Para o caminho da verdade, intercedei

- Padroeira do povo serrinhense, intercedei

- Desta cidade serrana, intercedei

- Mãe da Mãe de Deus, intercedei

- Senhora Santana, intercedei

V: Rogai por nós, gloriosa Sant'Ana

R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.







sexta-feira, 20 de julho de 2012

SÃO WILMAR - 20 de Julho


SÃO WILMAR
20 de Julho



Nasceu nos arredores de Boulogne-sur-Mer (França, departamento Pas-de-Calais), filho de Vulberto e Duda. O livro de sua Vita conta que ele foi casado com Osterhildam, uma mulher que tinha sido casada com o nobre Vuilmarus. Este obtém em juízo o retorno da esposa, que por isso teve que deixar Vilmar. Ele então decide viver em continência e se apresentou no mosteiro de Hautmont para viver uma vida de humildade. O abade o aceita e o faz guardião do rebanho, tarefa que Vilmar executou com esmero e pontualidade como expressão de obediência e mortificação.

Depois de algum tempo o abade, admirado da sua fé e humildade e não menos da sua inteligência, o destinou para os estudos, nos quais se distinguiu pelo zelo. Tornou-se clérigo e depois padre num tempo em que nos mosteiros, regidos pela regra irlandesa, o sacerdócio era reservado a poucos. Impulsionado pelo desejo de fazer o melhor, Vilmar, com a autorização do superior, deixou Hautmont, rompeu o relacionamento com a própria família, buscou a solidão nos bosques em torno da cidade de “Mempisque”, situada em Flandres, onde viveu vários anos como eremita. Mas Deus revelou-lhe o lugar onde devia construir o mosteiro masculino de Samer, e outro feminino que mais tarde receberá o nome de Wière-au-Bois. Vilmar tornou-se o abade do mosteiro de Samer e ali viveu até sua morte acontecida no dia 20 de julho. Também ali foi sepultado. Praticou as mais grandes virtudes que se exigem de um superior de uma comunidade monástica: “egregius pastor, praecipuus magister et praeclarus doctor”, como narra o livro de sua Vita.

O seu primeiro biógrafo, que escreveu pela metade do séc. IX, fala do senhor Carlos, que é sem dúvida Carlos, o Calvo, mas não fala da destruição dos dois mosteiros feita pelos normandos, o que poderia sugerir que ele escreveu entre os anos 840 e 858. Também para a narração dos milagres acontecidos depois da morte do santo e que foram incorporados à história da sua vida terrena, o autor se baseia na tradição oral, que se deve reconhecer como frágil a um século e meio de distância. Todavia a obra tem poucos exageros, as frases são simples e concisas. A língua é a clássica, típica do renascimento carolíngeo, mas com termos arcaicos. Fica-se com a impressão de que quem escreveu, havia visto e vivido os fatos. A Vita secunda é muito legendária; essa, em relação à primeira, se baseia na tradição ainda mais tardia e só é conhecida em um manuscrito do séc. XII (Parisinus 12611).

A Vita prima apresenta uma cronologia que só não podemos verificar um ponto: aquele da passagem por Samer do rei saxão Ceadvalla, que, quando ia para Roma para ser batizado, parou para conversar sobre religião com Vilmar. Esta viagem, e em particular este colóquio, estão longe de serem documentados, mas a data 688, citada pelo biógrafo, pode ser aceita, uma vez que Ceadvalla morreu em 689. Partindo desta data se pode admitir como prováveis as outras indicações cronológicas fornecidas pelo autor: pelo ano 620 nascimento de Vilmar, 642 ingresso no mosteiro de Hautmont, 658 início da vida eremítica em Flandres, 677 chegada em Samer, de 680 a 688 construção da basílica (a igreja com a comunidade religiosa), 697 ano de sua morte.

A festa de São Vilmar é celebrada no dia 20 de julho. O [Cerimoniário] Próprio da antiga diocese de Thérouanne (ed. em 1518) lhe dedica um ofício particular de 9 leituras. As suas relíquias estavam guardadas inicialmente em Samer, onde atraíam numerosos fiéis dando ocasião a vários milagres, foram em seguida transferidas para a abadia de Mont-Blandin em Genebra. No séc. XVI foram destruídas pelos calvinistas.

Émile Brouette


* VILMAR, do alemão Vilmar, aaa. Filomar: “muito (filo) célebre (mar)”, “de muita fama”. Outros, o mesmo que Vilmaro.
** VILMARO, aaa. Willamar, alemão Villemar: “brilho (mar) da vontade (villa)”, ou “célebre na vontade”. Santo, abade em Bourbonnais, séc. VIII, cel. 20-7.
(Dicionário etimológico de nomes e sobrenomes, R. F. Mansur Guérios, Ed. Ave Maria, SP 1981)

Igreja São Wilmar – Eecke - França



A igreja de Eecke tem como padroeiro São Wilmar (Wulmar). No século VII para escapar de um casamento forçado, Wilmar, natural de Boulogne refugiou-se em Flandres. Depois de ser alojados por três dias no oco de um carvalho, privado de comida, ele decidiu pregar a fé cristã nas montanhas de Boulogne. Fundou o mosteiro de Samer. Na sua morte, em 697, os habitantes da floresta, que tinham se tornado cristãos, construíram uma igreja em sua memória, e a vila que cresceu em torno se chamou Eecke (carvalho), o nome da árvore onde o santo viveu.

A igreja possui as relíquias de Santa Dorotéia e um quadro antigo, pintado sobre madeira, representando a Virgem segurando na mão uma cesta de frutas e flores. A estátua da santa não é anterior ao século XVII.

A igreja, iluminada por belíssimas janelas góticas, tem uma mobília muito bonita.





Igreja São Wilmar – Eecke - França


Eglise Saint-Wilmar em Lesve - Bélgica

sábado, 14 de julho de 2012

Homilia de Dom Frei Wilmar Santin, O.Carm., na Igreja dos Carmelitas (Karmelitenkirche) em Bamberg, Alemanha



Homilia de Dom Frei Wilmar Santin, O.Carm., na Igreja dos Carmelitas (Karmelitenkirche) em Bamberg, Alemanha. 15 de julho de 2012.

O jesuíta Pe. Antonio Vieira foi o maior orador de Portugal e Brasil durante o período do Barroco. No dia 16 de Julho de 1659 ele fez um famoso sermão na Igreja do Carmo de São Luís do Maranhão, norte do Brasil.
Sua argumentação começou com uma afirmação do Papa Xisto Quarto: “A formosíssima Virgem Maria, que por virtude admirável do Espírito Santo gerou a Nosso Senhor Jesus Cristo, essa mesma Virgem produziu a Ordem de Nossa Senhora do Monte do Carmo.” O Pontífice usa a palavra genuit (gerou) para Cristo e produxit (produziu) para a Ordem e família carmelitana.
Filho gerado e natural, a Virgem Maria só pode ter um, ou seja, aquele que justamente é Filho unigênito do Pai; filhos, porém, produzidos e adotivos, pode a mesma soberana Mãe ter muitos, e estes são, por especial prerrogativa e filiação, os religiosos carmelitas, aos quais produziu ad extra, dando-lhes o nome e adoção de filhos, e ad intra, que assim se pode dizer, comunicando-lhes e produzindo neles seu próprio espírito.
O pregador português afirma: “A maior excelência que se pode dizer desta sagrada religião é que os carmelitas e Cristo sejam filhos da mesma Mãe. Nem Deus podia fazer mais a Maria, que dar-lhe a seu Filho por Filho, nem Maria podia fazer mais aos carmelitas, que dar-lhes a seu Filho por irmão.”
Dirigindo-se diretamente aos carmelitas disse: “Sois filhos da Virgem Maria, mas que Filhos? Filho do seu entendimento, da sua vontade, do seu juízo e do seu amor. O seu juízo vos preferiu, e o seu amor vos elegeu”. Portanto, para o pregador jesuíta nós, carmelitas, somos filhos de Maria porque o seu amor nos elegeu como tal.
Aqui surge uma dificuldade: Se todos os cristãos e todos os dedicados ao serviço da Virgem são e se chamam verdadeiramente seus filhos, que prerrogativa é esta da Ordem Carmelitana? Se há tantas congregações e comunidades que debaixo do mesmo nome servem e veneram a Mãe de Deus, e os devotos como é que ficam? Se na cruz Jesus deu sua mãe como mãe de toda a humanidade (Jo 19,25-27), como os carmelitas podem ser filhos especiais?
É certo que todos os cristãos, todos os devotos da Virgem, todos os que por instituto se dedicam a seu serviço, debaixo do nome e patrocínio de Maria Santíssima, são e se chamam verdadeiramente filhos de Nossa Senhora. Por isso que prerrogativa é esta da Ordem carmelitana de ser especial?
Pe. Antonio Vieira busca uma explicação nas Escrituras. Aponta que entre os discípulos de Jesus havia um discípulo amado; que Jacó tinha 12 filhos, mas o seu filho especial e amado era José. Assim porque entre os filhos da Mãe de Deus não pode haver filhos especiais?
Por isso ele afirma que os carmelitas são “Filhos COM os demais, mas não são filhos COMO os demais; são com especial eleição, com especial amor, com especial nome, com especial prerrogativa, enfim, com especial filiação.”
Pe. Vieira apresenta uma jerarquia de 3 graus entre os filhos Nossa Senhora. No primeiro grau entram todos os cristãos – todos são filhos; no segundo entram todos os devotos da Virgem; fazem parte do terceiro e supremo grau todos os dedicados a seu serviço numa Congregação ou Ordem. “Mas sobre todas estas jerarquias verdadeiramente angélicas, a especialmente escolhida, e, como escolhida, amada da Rainha dos Anjos, é a sua família carmelitana.”
Pe. Antonio explicita melhor: “De todos os povos, e gentes do mundo escolheu o povo cristão, que são os seus filhos por fé; de todos os cristãos escolheu os seus devotos, que são os seus filhos por afeto; de todos os seus devotos escolheu as congregações que a servem debaixo de seu nome e patrocínio, que são os seus filhos por instituto; e, finalmente, de todos os institutos passados, presentes e futuros, escolheu a Ordem do Monte Carmelo, para que ela fosse a única e escolhida entre todos os outros filhos, e, sobre todos eles, sua; Matri suae, electa genitrici suae. Todos os outros com mais ou menos prerrogativa, e sempre com grande dignidade, são filhos da Virgem Maria; mas os carmelitas são os seus filhos, os seus: Matri suae, genitrici suae.
Qual o motivo para esta predileção e escolha? Afirma o pregador jesuíta: “Digo que foram preferidos os carmelitas pela grande semelhança que esta sagrada religião, desde seus antiquíssimos princípios, teve com Cristo. E era razão que aqueles fossem preferidos na eleição de filhos adotivos, que mais semelhantes e mais conformes eram ao Filho natural. Governou-se a Mãe de Deus neste decreto da sua eleição pelas mesmas idéias das eleições e decretos divinos.”
Assim, de acordo com o pensamento do grande pregador Pe. Antonio Vieira, os carmelitas são filhos especiais de Maria, e foram escolhidos por causa da grande semelhança que a Ordem do Carmo teve com Cristo.
Olhando a história do Carmelo vamos encontrar um grande número de santos e místicos. O Carmelo pode se orgulhar de seus santos e autores espirituais, como Alberto de Trapani, Pedro Tomás, João Soreth, Teresa de Ávila, João da Cruz, Teresinha do Menino de Jesus, Edith Stein, Tito Brandsma, Alois Erhlich, etc.
Em sua carta por ocasião dos 750 anos do Escapulário, o Papa João Paulo II reconhece este aspecto do Carmelo: “Desta espiritualidade mariana, que molda interiormente as pessoas, configurando-as com Cristo, o Primogênito entre muitos irmãos, são exemplo preclaro os testemunhos de santidade e de sabedoria de tantos Santos e Santas carmelitas, os quais cresceram, todos eles, à sombra e sob a tutela da Mãe (n. 6)”.
Mas se no momento atual não houver carmelitas que tenham “grande semelhança com Cristo”, de nada adiantará um passado glorioso. Em outras palavras, o Carmelo deve ter seus santos também nos tempos atuais e não só os do passado.
Este é um dos desafios que a Solenidade de Nossa Senhora do Carmo nos apresenta cada ano: darmos uma resposta positiva ao chamado à santidade na ótica da mística e da espiritualidade carmelitanas.
O carmelita não pode perder de vista a dimensão missionária. Neste sentido os carmelitas de Bamberg podem se orgulhar porque enviaram vários missionários para o Brasil. O ponto de partida deles sempre foi Bamberg e esta igreja dos carmelitas. Estes missionários anunciaram o Evangelho e serviram o povo de Deus principalmente no Estado do Paraná. Um deles, Dom Alberto Foerst, se tornou bispo de Dourados e celebrou recentemente 60 anos de ordenação sacerdotal nesta igreja. Se hoje no Brasil, onde estes missionários trabalharam, há comunidades florescentes e bem estruturadas, nada mais é do que fruto da graça de Deus e do trabalho destes abnegados carmelitas. Muitas pessoas frequentadoras desta igreja sustentaram a missão com orações e economicamente. Estas pessoas não foram enviadas para a missão, mas tinham consciência de que também eram responsáveis. Por isso rezaram muito pelos missionários enviados e fizeram ofertas para o sustento de seus seminários e obras.
Eu sou fruto do trabalho realizado pelos missionários carmelitas alemães. Fui batizado por Frei Ulrico Goevert, o primeiro carmelita enviado nesta igreja para o Brasil. Entrei aos 11 anos no seminário dos carmelitas em Graciosa/Paranavaí. Como meu pai não tinha condições de pagar a mensalidade, os padres disseram: “nós temos o apoio de boas pessoas lá na Alemanha que ajudarão pagar o sustento do seu filho no seminário”. Tal aconteceu. Como padre, mais de uma vez já agradeci nesta igreja a ajuda recebida. Agora, como bispo, quero mais uma vez agradecer o povo alemão, em especial de Bamberg, pela ajuda enviada para os carmelitas do Brasil. Também quero agradecer todos alemães que ajudaram a Igreja no Brasil e na América Latina através das instituições Adveniat, Kirche in Not, Miserior, etc. Sem esta ajuda, provavelmente hoje eu não seria bispo. Por isso, o meu muito obrigado e que Deus vos abençoe e conceda saúde, alegria e perseverança na fé. Como forma de agradecimento a todos os benfeitores já falecidos, estou fazendo uma intenção particular por todos eles nesta santa missa.


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